quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Famoso pela nostalgia, alegria e irreverência, tradicional bloco carnavalesco de Buíque não sairá às ruas neste carnaval


Criado no final do século passado pelo empresário Roberval Ramos e famoso por cultivar a tradição, abrir oficialmente o reinado de Momo na terra de uma das 7 maravilhas de Pernambuco e homenagear os foliões buiquenses que contribuíram para o seu carnaval ser um dia considerado o melhor do interior pernambucano, o bloco Foliões Para Sempre, pela primeira vez em 14 anos de história, não saíra as principais ruas de Buíque no Sábado de Zé Pereira. A informação foi confirmada pelo próprio criador do bloco, que seguiu a mesma linha de raciocínio do prefeito Jonas Camêlo Neto, ao cancelou a festa mais tradicional do município, devido à estiagem que castiga as regiões Norte e Nordeste do País e é considerada a maior dos últimos 50 anos.

Durante 13 anos, o empresário Roberval Ramos, sem nenhum interesse político ou financeiro, apenas pelo prazer de brincar o carnaval ao som do autêntico frevo pernambucano, reunia os amigos no Pátio de Eventos Frei Damião, e acompanhado de uma orquestra de frevo, pontualmente as 4h30min, beijava a bandeira do município e saia de casa em casa, homenageando os foliões que faziam parte da história dos carnavais de Buíque. A cada parada, ficava visível a emoção e a satisfação dos eternos foliões em receber uma pequena, mas gratificante homenagem, a qual servia principalmente, como reconhecimento público da contribuição de cada um para o sucesso do carnaval buiquense.

O criador do bloco costumava afirmar que o sucesso do Foliões para Sempre, era não descriminar nada nem ninguém. Roberval tinha orgulho em dizer que o bloco pertencia a todos os buiquenses, independente de cor, religião ou partido político. A prova disso é que nas 13 vezes que saiu às ruas, nunca foi usado um cordão de isolamento que pudesse separar os foliões. Era tudo junto e misturado. A única exigência era alegria e muita disposição para percorrer os 4km do percurso pelas principais ruas e avenidas da cidade, sempre na companhia da troça “Boi Bola de Fogo”.

O bloco servia ainda para demonstrar aos jovens foliões, que o frevo, símbolo maior da cultura pernambucana, nunca sai de moda, e mesmo com mais de 100 anos de idade, continua emocionando e levando alegria para os 4 cantos de Pernambuco. Para confirmar isso, bastava só olhar o bloco e vê reunidos foliões com idade entre 05 e 80 anos, com um único objetivo: mostrar que o carnaval é uma festa de todos. 
   
 
       

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