Criado no final do século passado pelo
empresário Roberval Ramos e famoso por cultivar a tradição, abrir oficialmente
o reinado de Momo na terra de uma das 7 maravilhas de Pernambuco e homenagear
os foliões buiquenses que contribuíram para o seu carnaval ser um dia
considerado o melhor do interior pernambucano, o bloco Foliões Para Sempre,
pela primeira vez em 14 anos de história, não saíra as principais ruas de
Buíque no Sábado de Zé Pereira. A informação foi confirmada pelo próprio
criador do bloco, que seguiu a mesma linha de raciocínio do
prefeito Jonas Camêlo Neto, ao cancelou a festa mais tradicional do município,
devido à estiagem que castiga as regiões Norte e Nordeste do País e é
considerada a maior dos últimos 50 anos.
Durante 13 anos, o empresário Roberval Ramos,
sem nenhum interesse político ou financeiro, apenas pelo prazer de brincar o
carnaval ao som do autêntico frevo pernambucano, reunia os amigos no Pátio de
Eventos Frei Damião, e acompanhado de uma orquestra de frevo, pontualmente as
4h30min, beijava a bandeira do município e saia de casa em casa, homenageando
os foliões que faziam parte da história dos carnavais de Buíque. A cada parada, ficava visível a emoção e a
satisfação dos eternos foliões em receber uma pequena, mas gratificante
homenagem, a qual servia principalmente, como reconhecimento público da contribuição
de cada um para o sucesso do carnaval buiquense.
O criador do bloco costumava afirmar que o
sucesso do Foliões para Sempre, era não descriminar nada nem ninguém. Roberval
tinha orgulho em dizer que o bloco pertencia a todos os buiquenses,
independente de cor, religião ou partido político. A prova disso é que nas 13
vezes que saiu às ruas, nunca foi usado um cordão de isolamento que pudesse
separar os foliões. Era tudo junto e misturado. A única exigência era alegria e
muita disposição para percorrer os 4km do percurso pelas principais ruas e
avenidas da cidade, sempre na companhia da troça “Boi Bola de Fogo”.
O bloco servia ainda para demonstrar aos jovens
foliões, que o frevo, símbolo maior da cultura pernambucana, nunca sai de moda,
e mesmo com mais de 100 anos de idade, continua emocionando e levando alegria
para os 4 cantos de Pernambuco. Para confirmar isso, bastava só olhar o
bloco e vê reunidos foliões com idade entre 05 e 80 anos, com um único objetivo:
mostrar que o carnaval é uma festa de todos.
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