“Zé
Osório voltou". É com esse título que a revista paraibana
"Vaqueirama", a mais importante do seguimento em todo o
Norte/Nordeste, destaca a volta às pistas do
empresário que sempre foi um apaixonado pelo esporte mais característico da
cultura nordestina. A matéria conta que, após algumas décadas longe da sua
paixão, o empresário voltou com a "corda toda" e com uma mega estrutura,
para percorrer as mais importantes pistas de vaquejada do Brasil.
Em duas páginas, a revista revela que Zé Osório
largou a sua paixão em meados de 1986, quando uma crise econômica o obrigou a
vender o seu maior bem na época, o cavalo que tinha nome de rei: Pelé. Desse
dia em diante, o vaqueiro não participou mais do esporte e se tornou um
empresário de sucesso nas cidades de Buíque e Pedra, atuando nos ramos de posto
de combustíveis, imobiliária e pecuária. "Fiquei desgostoso, perdi o
interesse pelas festas de gado e foquei no meu novo negócio, a criação de ovinos",
explica Zé Osório.
Influenciado
pelo filho Osorinho, e seguindo a máxima que "uma vez vaqueiro, sempre
vaqueiro", Zé Osório voltou às pistas e anda fazendo bonito nas
competições, montando a sua égua Dayana. Das vaquejadas que participou esse
ano, bateu senha em todas elas.
Hoje, o mais novo xodó de Osório e do Grupo Maria
das Neves (Nome dado em homenagem a sua mãe), é o seu caminhão. Um
"brinquedinho" totalmente equipado, com apartamentos para a equipe de
profissionais e lugares para transportar os animais. Nas suas viagens, o
vaqueiro sempre conta com a companhia da família. A esposa Cecília Braz, os
filhos Osório Filho, Maria Cecília e Camila, além do neto Fernando e do genro
Fernando Freitas, estão sempre acompanhando o vaqueiro, que não abre mão de
receber os amigos em seu possante.
O empresário não esconde de ninguém que a sua volta
as pistas deve-se muito ao filho vaqueiro. Por outro lado, Osorinho faz questão
de falar do orgulho que sente em ver o pai de novo nas pistas botando o boi na
faixa. "É um orgulho muito grande pra mim, poder dividir a pista com o meu
pai. Foi com ele que aprendi a amar e respeitar esse esporte, que faz parte da
autêntica cultura nordestina", conta Osorinho.