
Após a sessão, dois dos 03 dissidentes justificaram o seu voto. Segundo o vereador Dodó, a sua decisão foi baseada no pouco prazo dado para analisar a matéria. “Toda matéria tem que ter seu prazo de fundamento da lei, sou contra aquilo que aparece de última hora, inclusive, já foram várias emendas para interesse de presidente da câmara, e quando o assunto é reeleição, eu sempre fui contra”, justificou. Já o colega Damião Tomé, alegou “opinião própria” no que se refere à mudança na data da votação. O vereador Felinho da Serrinha, dono do terceiro voto contrário, não quis justificar a sua decisão.
O resultado criou o grupo G3, que logo se transformou em G4, com a adesão do vereador Rômulo Camelo. O tio do prefeito, antes de se juntar aos dissidentes, deu o seu voto favorável à mudança na data da eleição que põe em jogo a segunda cadeira mais cobiçada e bem remunerada do município.
Os últimos acontecimentos acenderam a luz amarela no grupo do atual presidente, o vereador André de Toinho, que tem como certa a sua permanência no cargo por mais dois anos. Dos 13 colegas, ele tem, pelos menos aparentemente, 08 votos, mais o dele próprio. Mas, como dizia Magalhães Pinto: “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. E ninguém melhor do que o atual presidente sabe que a intenção de voto de um vereador pode mudar do dia pra noite.
Foto | Adauto Nilo
Nenhum comentário:
Postar um comentário