Pelo menos 100 prefeitos do resolveram começar a semana com as portas das prefeituras fechadas. Os gestores aderiram a um movimento que nasceu espontâneo entre a classe e logo passou a ser articulado pela Associação Municipalista de Pernambuco Amupe. A chamada "greve branca" das prefeituras, inicialmente está programada para terminar só na próxima sexta-feira (16), atingindo diversas áreas como saúde, educação, limpeza urbana e segurança patrimonial. A mobilização, que acontece também em outros Estados, principalmente no Nordeste, tem como foco sensibilizar a presidente Dilma Rousseff para o quadro de penúria financeira que das prefeituras, gerada pela redução sucessiva dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), provocadas pelas renovadas isenções do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e produtos da linha branca.
Os prefeitos esperam da presidente Dilma o mesmo tratamento que tiveram do ex-presidente Lula, em 2008, quando reduziu o IPI dos automóveis e da linha branca. Para compensar os municípios, Lula concedeu um bonus financeiro as gestores municipais. A adoção de medidas emergenciais para enfrentamento da seca e, agora, a sanção presidencial ao projeto que dá nova distribuição ao royalties da produção do petróleo no País, também estão na pauta do movimento, que deverá mobilizar cerca de 3 mil dos 5.565 municípios brasileiros.
"Não é uma greve, é uma mobilização de advertência. Cada Estado está buscando a sua forma de mobilização. Aqui, os prefeitos decidiram por fechar as portas. À tarde, nós teremos uma ideia da quantidade de adesões, ressaltou Jadelson Gouveia (PR), prefeito de Escada, na Mata Sul, e presidente da Amupe.

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