
Os novos números do
IBOPE para corrida presidencial mostram que a presidente Dilma Rousseff (PT)
vem recuperando gradativamente à popularidade, fortemente abalada pelos
protestos que tomaram conta do país em junho. Em março 58% dos entrevistados respondeu
que votariam de novo na petista, em julho esse número despencou para 30%. 28
p.p. a menos do que no primeiro semestre. A pesquisa também revelou que a
disputa pelo cargo máximo do país deve ficar no campo feminino, numa
"briga" entre a petista e a ex-senadora Marina Silva (sem partido).
De acordo com os
números do IBOPE, se a eleição fosse hoje, Dilma "atropelaria" seus
concorrentes em todos os cenários. Em um deles, a diferença chega a 22 pontos
contra a ex-senadora: Dilma 38%, Marina 16%. Em julho a diferença entre as duas
era de apenas 8 pontos.
Na terceira
colocação aparece o Tucano Aécio Neves (PSDB), que caiu de 13% para 11%, e em
último lugar, o governador Eduardo Campos (PSB), que também caiu, de 5% para
4%. A taxa de eleitores sem candidato continua alta: 31% (dos quais 15% dizem
que votarão em branco ou anularam o voto, e 16% não soube responder).
No cenário em que o
candidato Tucano é Serra (PSDB), os números mostraram que a presidente também venceria
a eleição sem muitas dificuldades: Dilma 37%, Marina 16%, 12% de Serra e 4% de
Campos. Nessa hipótese, 30% não têm candidato: 14% de branco e nulo, e 16% não
souberam ou não quiseram responder. O fato é que nos dois senários, a intensão
de votos em Dilma supera à soma de seus três adversários, o que lhe daria a
vitória já no primeiro turno.
SEGUNDO TURNO - Não foi apenas no cenário estimulado de
primeiro turno que Dilma se distanciou de Marina. Na simulação de segundo turno
entre as duas, a petista venceria a rival por 43% a 26%, se a eleição fosse
hoje. Em julho, logo depois dos protestos em massa que tomaram as ruas das
metrópoles, Dilma e Marina estavam tecnicamente empatadas: 35% a 34%,
respectivamente.
Segundo as simulações do Ibope, tanto faz se o candidato do
PSDB for Aécio ou Serra. Se a eleição fosse hoje, a presidente venceria ambos
por 45% a 21% num segundo turno. Contra Eduardo Campos, a vitória seria mais fácil: 46% a 14%.
O Ibope fez a pesquisa entre os dias 12 e 16 de setembro, em todas as regiões o Brasil. Foram entrevistados 2.002 eleitores, face a face. A margem de erro máxima é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, num intervalo de confiança de 95%.
O Ibope fez a pesquisa entre os dias 12 e 16 de setembro, em todas as regiões o Brasil. Foram entrevistados 2.002 eleitores, face a face. A margem de erro máxima é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, num intervalo de confiança de 95%.
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