
Dada as devidas proporções, quando o assunto é os grandes times que marcaram época na região, não seria nenhum exagero dizer que o antigo Flamengo da vila São Domingos (Buíque-PE), era o Barcelona da época. No final dos anos 80 e início dos anos 90, o time famoso por revelar grandes craques, encantava os amantes do bom futebol e fatura vários troféus nos torneios e campeonatos que disputava. Em dias de jogos em casa, o estádio Hipólito de Almeida ficava lotado e o time se agigantava, se tornando quase que imbatível.
Dentre os vários
craques que vestiram o sagrado manto rubro negro, alguns se destacaram e ainda
hoje as suas jogadas são lembradas pelos torcedores, como é o caso do
"matador" Luiz de Bizunga. Luiz era um atacante de habilidade
questionável, mas um goleador nato, que não perdia a oportunidade de botar a
bola pra dentro quando tinha oportunidade. No bom estilo Romário, o craque não
tinha característica de se movimentar muito, mas quando a bola caia no seu pé,
quase sempre tinha endereço certo. O homem tinha uma verdadeira bomba na perna
direita, e a habilidade que faltava era compensada nas cobranças de falta e nas
bolas levantadas na pequena área, já que com uma estatura privilegiada, era um
bom cabeceador.
Outro craque que fez história no rubro negro de São Domingos foi o artilheiro Júnior de Décio. De temperamento explosivo, o atacante, dono absoluto da camisa 11, não era de aceitar provocações e não fugia de uma boa confusão. Em vários jogos o craque não conseguia se segurar e o cartão vermelho era inevitável. Mas quando decidia jogar futebol, ninguém conseguia para-lo, que tinha como marca registrada o drible e a força física. Meter a bola no gol e depois sair para comemorar com os companheiros, era o que o habilidoso jogador mais sabia fazer dentro as quatro linhas. Como dizia o narrador Osmar Santos: "O homem era um animal"!
Outro craque que fez história no rubro negro de São Domingos foi o artilheiro Júnior de Décio. De temperamento explosivo, o atacante, dono absoluto da camisa 11, não era de aceitar provocações e não fugia de uma boa confusão. Em vários jogos o craque não conseguia se segurar e o cartão vermelho era inevitável. Mas quando decidia jogar futebol, ninguém conseguia para-lo, que tinha como marca registrada o drible e a força física. Meter a bola no gol e depois sair para comemorar com os companheiros, era o que o habilidoso jogador mais sabia fazer dentro as quatro linhas. Como dizia o narrador Osmar Santos: "O homem era um animal"!
Quem também fez
história no Mengão de São Domingos foi o craque Lula de Caborete. Habilidoso e
extremamente rápido, era apelidado de The Flash pelos companheiros. Quando o
craque colocava a bola na frente deixava os adversários bem pra trás e na
maioria das vezes mandava a bola para o fundo da rede, fazendo a alegria da apaixonada
torcida.
O meio de campo do
Mengão sempre foi um habitat de grandes craques. Destaque para Geová de seu
Berto, o baixinho Gilmar de Nezinho, o veterano Zezinho de Né, Mazinho de seu
Waldemar e o habilidosíssimo Paulo de dona Zilda. Este último era um jogador
completo. Um verdadeiro fenômeno: rápido, habilidoso, driblador, bom
cabeceador, bom batedor de falta e excelentes passador, além de um chutador
eficientíssimo, que batia bem na bola com as duas pernas. Em domingo de jogo do
Flamengo com Paulo escalado para jogar, era sinônimo de espetáculo.
O sistema defensivo
do Flamengo era um dos pontos fortes do time. Zagueiros como Charles de seu
Waldemar, Ricardo de Netinho, Gilmar de dona Maria, e os irmãos Célio e Fábio
de Zé de Maria fizeram história no time, que tinha jogadores com
características bem diferentes. Enquanto Charles de seu Waldemar e Célio de Zé de
Maria eram adeptos de um futebol refinado, os demais faziam a linha dura e
adotavam o tipo zagueiro, zagueiro... sem brincadeira. E na hora do aperto, era
"bola pro mato que o jogo é de campeonato". O bom entrosamento de
jogadores com estilos tão diferentes fazia da zaga do Mengão, uma das mais difíceis
de bater. E ainda tinha os goleiros Silvan de Cotinha e Marcondes de Décio.
Dois verdadeiros paredões que muitas vezes fechavam o gol, garantindo várias
vitórias ao time.
Hoje, infelizmente
só resta a lembrança na memória das pessoas que viveram uma época em que as
tardes do domingo na vila São Domingos eram marcadas por grandes jogos de
futebol, com o campo lotado e a torcida empurrando o time para as vitórias. E
uma pena ter que reconhecer que a nova geração abandonou a diversão do futebol
real pelo controle remoto nos jogos virtuais nos vídeos games.
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